A Mintel nomina as oportunidades para a “Marca Brasil” como uma das quatro tendências de consumo que devem nortear o mercado britânico em 2014.

A Copa do Mundo vai fazer o mundo se apaixonar por tudo o que é brasileiro. O país vai voltar a ser o centro das atenções culturais e comerciais, assim como aconteceu em 1950, quando sediou a Copa do Mundo. E foi também nessa década que a Bossa Nova começou a atrair a atenção de audiências globais. Anos depois foi a vez da Tropicália causar o mesmo alvoroço. Mas agora, o momento é outro e a vitrine das exportações culturais e comerciais brasileiras vai abranger desde alimentos à moda, passando por produtos da área cosmética.

A cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 apresentou os talentos de Marisa Monte e Seu Jorge ao mundo. Não há dúvida que bilhões de pessoas irão assistir aos jogos de futebol em casa, criando uma enorme exposição dos produtos e serviços brasileiros para o consumidor britânico.

Empresas brasileiras já estão sintonizadas com essa oportunidade, como as produtoras de vinho. A associação “Wines of Brazil”, por exemplo, tem o objetivo de dobrar as exportações do segmento entre 2012 e 2016. Por sinal, quando se trata de comida e bebida, os britânicos são abertos a novos sabores de todo o mundo, 50% dos consumidores de vinho, 42% de cerveja e 40% de destilados concordam com a afirmação: “Eu gosto de experimentar bebidas de diferentes países”.

O Brasil é também sede de uma enorme variedade de frutas e sucos. Aproveitando a oferta, o Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf) busca desenvolver uma indústria que produz 43 milhões de toneladas de frutas de climas tropicais, subtropicais e temperadas, mas que atualmente exporta apenas 31% de sua produção. O mercado também mostra oportunidades para o açaí e para a água de coco.

Lançamentos de produtos brasileiros no Reino Unido incluem o pão de queijo _ ou Pão de Queijo Mix _ o refrigerante Guaraná, da Antártica, e a cerveja Brahma. Como um acompanhamento para ver futebol, a cachaça tem um enorme potencial, com as marcas Velho Barreiro e Sagatiba se despontando nos bares britânicos. Como a pesquisa Mintel mostra que o mercado de cachaça está em declínio no Brasil _ com consumidores procurando por bebidas importadas mais caras _ há uma forte oportunidade de exportação para as empresas brasileiras que atuam nesse setor. No quesito restaurantes, cadeias como as churrascarias Rodízio Rico e Braza têm o potencial para atrair os 60% dos consumidores do Reino Unido que nunca estiveram, mas gostariam de visitar um restaurante sul-americano.

Recentemente, as empresas SHS Drinks e Lucozade afirmaram que vão lançar edições limitadas em 2014 com produtos inspirados no Brasil.

Na moda, marcas como Havaianas já são bem conhecidos no Reino Unido, especialmente porque 51% dos compradores de calçados concordam que vale a pena pagar mais por marcas conhecidas. Outras marcas brasileiras, principalmente do segmento de beachwear, têm potencial para chegar no mercado britânico.

A área cosmética talvez seja o segmento em que o Brasil esteja mais estabelecido na consciência dos consumidores britânicos, mas há potencial para que mais produtos e serviços cheguem ao país. O relatório Mintel de xampus, condicionadores e finalizadores sobre o mercado britânico apontou que 18% dos usuários de produtos para cabelos estão interessados e dispostos a pagar mais por produtos que ofereçam alisamento temporário _ área na qual marcas brasileiras se destacam.

Os produtos brasileiros têm o potencial para capturar o mercado de verão britânico. A linha de protetores solares Sol de Janeiro posiciona-se no mercado local, por exemplo, como “refletindo a beleza e a pureza de uma praia brasileira.” Em um país, onde 12% dos interessados em usar auto bronzeadores não consomem produtos de FPS alto porque querem se bronzear, mostra-se como um atrativo para as empresas brasileiras. No Reino Unido, 39% dos consumidores afirmam que usariam auto bronzeadores para ganhar um “brilho de férias”, na pele.

As oportunidades também se apresentam com os produtos amazônicos. Marcas globais como Kiehl, Aveda e MAC Mineralize já estão usando o açaí, pigmento de sementes de urucum e pó de pedras semi-preciosas em seus lançamentos.

 

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