A Whirlpool Corporation e a Ambev anunciaram, recentemente, o início da produção e vendas da máquina Brastemp B.blend no Brasil. O produto faz café, sucos e refrigerantes por meio da utilização de cápsulas. Abaixo, Jenny Zegler, analista global das categorias de Alimentação e Bebida, da Mintel, comenta o que o lançamento da B.blend representa para o mercado. 

“A colaboração entre a Ambev e a Whirlpool _ dois gigantes mundiais em seus respectivos setores _ e que deu origem a B.blend, mostra o potencial internacional que há no mercado de equipamentos para casa. A entrada dessas empresas na área de eletrodomésticos para casa as coloca ao lado de nomes como a Nestlé, SodaStream, Coca-Cola e Keurig Green Mountain, que lançará a máquina Keurig Kold nos Estados Unidos, até o final de 2015. Assim, o lançamento, em São Paulo, da B.blend serve como mais uma evidência de que os fabricantes acreditam que há oportunidade para a fabricação de bebida em casa, mas ainda precisa-se averiguar se os consumidores aceitarão o produto.

A máquina B.blend diferencia-se dos atuais aparelhos de fazer bebidas em casa, como a Nespresso e o SodaStream, devido a sua capacidade para preparar bebidas quentes e frias. Isso poderia ser visto como uma vantagem por parte dos consumidores, porque as ocasiões de uso adicionais podem ajudar a justificar o que muitas vezes é o valioso espaço no balcão da cozinha. No entanto, o preço da B.blend, de R$ 3.499,00 para a máquina e 100 cápsulas, sugere que o produto ainda não é voltado para um público de massa.

Como conceito, aparelhos para preparar bebidas em casa refletem os desejos dos consumidores por conveniência e controle, bem como a capacidade de ser criativo. Nos Estados Unidos, por exemplo, pesquisa da Mintel revela que 18% dos consumidores têm uma máquina de fazer refrigerantes. Os fabricantes de bebidas também devem se beneficiar com a popularização do hábito de fazer bebidas em casa porque alivia, um pouco, a pressão em cima dos modelos de produção e de distribuição que estão atualmente focados em bebidas embaladas. No entanto, os altos preços das máquinas, dos concentrados de bebidas e de outros suprimentos necessários têm um potencial limitado em comparação com o benefício da disponibilidade quase universal das bebidas embaladas.”

Antes de se tornar analista global das categorias de Alimentação e Bebida, da Mintel, Jenny Zegler pesquisou e escreveu muitos relatórios focados nos segmentos de bebidas alcoólicas e não alcoólicas, e de embalagem. Jenny se juntou a Mintel em meados de 2012, depois de trabalhar para uma influente revista do trade de bebidas nos Estados Unidos, onde fazia parte do seu conselho editorial, escrevendo matérias sobre ingredientes, marketing e equipamentos.

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