O consumidor brasileiro vem se tornando mais exigente não apenas quanto à qualidade e aos benefícios apresentados pelos produtos, mas também quanto aos aspectos ecológicos, exigindo produtos que causem um menor dano ao meio ambiente. A pesquisa Mintel revela que seis em cada dez brasileiros consideram fatores “ecológicos” na compra de produtos para lavar roupas.

Porém a grande maioria dos brasileiros (94%) vem depositando nas empresas a responsabilidade sobre a adoção de práticas ambientais, sendo que somente um percentual significativamente inferior (73%) considera que seu comportamento individual pode afetar o meio ambiente. O consumidor brasileiro está cada vez mais exigindo que as empresas assumam um papel ambiental mais ativo e assumam as consequências ambientais e sociais das suas ações.

Além disso, para os consumidores, as multinacionais têm uma responsabilidade ainda maior do que as empresas brasileiras em preservar o meio ambiente. O fato do consumidor considerar a si próprio como um dos agentes menos responsáveis pela preservação do meio ambiente indica que muitos deles ainda não estão preparados para assumir um comprometimento pessoal efetivo com o meio ambiente. E por isto muitos deles transferem esta responsabilidade para outras entidades como o governo e as empresas.

Este é um comportamento percebido não apenas no Brasil, mas também em diversos países. De acordo com a tendência Inspire Moral Brands os consumidores atuais podem expressar o seu sentimento ecológico, porém em muitos casos não possuem recursos financeiros, tempo ou, até mesmo, a disposição necessária para pôr as suas intenções em prática. Como resultado, esperam que os produtores, varejistas e as marcas desempenhem este trabalho em seu lugar. Contudo apenas expressar os seus ideais éticos e ambientais não é suficiente. E mais de 80% dos consumidores acreditam que as empresas não são tão ecológicas quanto afirmam ser. Os consumidores atuais querem ter provas e resultados tangíveis das ações corporativas em prol do meio ambiente.

Mas apesar do desenvolvimento de uma maior consciência e de uma maior oferta de produtos ecológicos, o consumidor brasileiro ainda é altamente sensível ao preço dos produtos, com 69% dos entrevistados reconhecendo que na hora da compra estão mais interessados nos preços do que no meio ambiente. Isto indica que poucos são aqueles que estão realmente dispostos a pagar mais caro por produtos ecológicos.

Apesar de o preço ser mais importante do que o meio ambiente para a maioria dos consumidores em todas as classes sociais, percebe-se que quanto maior a renda, maior é a disposição em pagar mais caro por produtos ecológicos.

 

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