“A maioria dos brasileiros tenta seguir uma dieta balanceada ao procurar por opções nutritivas, mas de acordo com novo relatório lançado pela Mintel, eles não irão abrir mão dos alimentos calóricos. Atualmente, 66% dos brasileiros dizem que consomem frutas e vegetais diariamente e 22% afirmam que seguem uma dieta de baixo teor de gordura. Entretanto, se por um lado a pesquisa da Mintel mostra que 36% dos brasileiros consomem alimentos saudáveis alternados com opções calóricas _ e 12% deles afirmam seguir uma dieta rigorosa _ por outro, 24% dizem que têm uma dieta quase saudável que admite alguns doces.

“A maioria dos brasileiros procura ter uma dieta balanceada através do consumo de opções nutritivas, mas, ao mesmo tempo, ela pode ser desestimulada pelo posicionamento de produtos alimentícios que dizem ter “baixo teor de…”, já que geram suspeitas em relação à qualidade do sabor e à sensação de saciedade. Os consumidores tendem a responder mais às mensagens positivas que se referem à sensação de alta saciedade, quantidade de fibras e benefícios saudáveis adicionados.”, afirma Sheila Salina, analista sênior de alimentos da Mintel, no Brasil.

Pessoas mais velhas, pertencentes ao grupo de 45 a 54 anos, são as que mais tendem a consumir alimentos saudáveis, sendo que 27% delas afirmam que adotam uma dieta quase completamente saudável, comparada com 20% dos jovens adultos, de 16 a 24 anos. De fato, pessoas jovens não estão muito preocupadas com o que comem (37% declaram que consomem o que querem, quase 10% a mais que a média total dos respondentes).

“O relatório Mintel revela que as pessoas mais maduras estão se alimentando melhor que os mais jovens, que, por sua vez, consomem mais produtos convenientes e começam a apresentar excesso de peso. Isso é interessante pois a população acima dos 60 anos cresce rapidamente no Brasil. E os consumidores brasileiros maduros tendem a ser mais interessados em produtos com características funcionais, especialmente alimentos que trazem um posicionamento de beneficiar a saúde do coração, reforçar os ossos, melhorar o sistema imunológico e a vitalidade. Porém, mais produtos devem considerar os aspectos de controle de peso e sensação de saciedade, para esse grupo etário em expansão”, diz Sheila Salina.

Apesar dos consumidores brasileiros afirmarem que o gerenciamento de estresse contribui para um estilo de vida saudável, para 74% deles, dormir bem é o fator mais importante que colabora para uma boa saúde. Exercícios regulares aparecem como o segundo fator, mencionado por 49% dos entrevistados, seguido pela adoção de uma dieta balanceada (46%). Somente 6% dos brasileiros citam o consumo de vitaminas como um fator importante. Entretanto, as vitaminas aparecem com destaque quando analisadas as faixas de idade de 16-24 anos (23%) e dos acima de 55 anos (21%).

Quase todos os brasileiros (95%) declaram que fazer exercícios físicos é importante para se manter em forma. Apesar disso, 59% dizem que tentam se manter em forma através da realização de exercícios, ou seja, aproximadamente 40% dos brasileiros não incluem atividades físicas em suas rotinas. E 56% dizem que em vez de ir à academia, preferem se exercitar ao ar livre, correndo e jogando futebol ou voleibol, por exemplo. Esse número é significativamente grande quando o grupo acima de 55 anos é analisado: 63% afirmam que prefere atividades físicas ao ar livre.

“O Brasil está passando por um estágio de desenvolvimento socioeconômico que está impactando consideravelmente o estilo de vida da população. Ao mesmo tempo que o crescimento da economia permite que mais pessoas tenham acesso a produtos e serviços de melhor qualidade, como educação, lazer e plano de saúde privado, surge um novo estilo de vida que prioriza conveniência e praticidade em detrimento à saúde, fazendo com que refeições sejam substituídas cada vez mais por sanduíches e salgadinhos. Empresários, por sua vez, podem desenvolver salgadinhos saudáveis focados em alta sensação de saciedade e menos caloria para evitar uma crise de obesidade”, comenta Sheila Salina.

A pesquisa Mintel também revela que há diferenças entre homens e mulheres quando os fatores principais que contribuem para uma vida saudável são analisados. Entre os fatores citados que contribuem para a saúde, 23% dos brasileiros mencionaram o controle do estresse como importante. Essa porcentagem é relativamente maior entre as mulheres, 24% (contra 21% dos homens) e ainda mais alta, 31%, considerando o grupo entre 25 e 34 anos.

Para controlar o estresse, parece que os homens brasileiros priorizam um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal, com 14% deles (contra 9% das mulheres) afirmando que dão importância a isso. Essa característica é mais relevante entre homens de 25 e 34 anos, grupo no qual 15% afirmam procurar o equlíbrio entre trabalho e lazer, contra 9% das mulheres. Para os homens, a importância desse equilíbrio profissional e pessoal atinge o pico na faixa de idade entre 45 e 54 anos (20%). Já entre as mulheres, esse pico ocorre entre o grupo de 35 a 44 anos (14%).

“As empresas podem se aproveitar da valorização dos homens em relação ao equilíbrio profissional oferecendo programas de qualidade de vida, ambientes criativos, flexíveis e inovadores. A promoção de competição de esportes e atividades culturais são benéficas, mas o homem moderno está mais interessado em aitvidades que ele tem menos experiência, como aquelas tradicionalmente mais associadas ao universo feminino, como culinária, moda, cuidados de beleza e levar de vez em quando os filhos para o local de trabalho”, finaliza Sheila Salina.

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