Primeiro, o Rio de Janeiro proibiu o uso de canudinhos plásticos. Logo em seguida, a ilha de Fernando de Noronha (um Patrimônio Mundial da UNESCO que recebe 100.000 visitantes por ano e tem uma população de 3.500 pessoas) baniu o plástico para proteger sua biodiversidade marinha através de um decreto que proíbe a venda ou utilização de recipientes de plástico ou itens similares.

A famosa ilha para passar férias é muitas vezes promovida por celebridades e influenciadores. Por conta disso, a decisão foi transmitida pelas mídias sociais, dando grande exposição aos problemas causados pelo plástico. Por exemplo, Bruna Marquezine, uma famosa atriz brasileira com 34,5 milhões de seguidores no Instagram, destacou a proibição em seus stories.

Soluções de embalagem sem desperdício

Plástico vegetal de cana-de-açúcar

O Cuide-Se Bem Protetor Solar Corporal FPS15 da O Boticário é acondicionado em embalagem feita com plástico vegetal, derivado da cana-de-açúcar.

Embalagem 75% reciclada

O Natura Naturé Tibum Hidratante Pós Sol vem em uma embalagem que é 75% reciclável.

Faça da proteção solar um elemento essencial

A temporada de verão começou em 21 de dezembro no Brasil (no mês do #DezembroLaranja), colocando a categoria de protetor solar em foco.

Embora 48% dos brasileiros usem proteção solar para minimizar o risco de câncer de pele, 27% acaba passando protetor só em dias ensolarado, e não diariamente. No entanto, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), há 180 mil casos de câncer de pele no Brasil todos os anos.

As marcas devem fazer mais para promover a importância da proteção solar diária, mesmo em dias nublados.

Moda praia como alternativa ao protetor solar

Há também uma onda mais recente de proteção solar sob a forma de camisas com protetores UV, ou maiôs de mangas compridas para um estilo mais feminino. Apesar do fato das brasileiras amarem se bronzear, camisas de mangas compridas com proteção UV estão cada vez mais visíveis nas praias brasileiras. Ter uma aparência feminina e elegante na praia é importante para as brasileiras, sendo uma peça-chave para socializar e encontrar com familiares e amigos.

Para aumentar o interesse entre as consumidoras, as marcas de protetor solar podem colaborar com as de moda praia para lançar roupas de banho feitas com garrafas recicladas de protetores solares (para melhorar suas credenciais ecológicas) ou desenvolver embalagens de produtos com estampas/desenhos para combinar com os biquínis. Este tipo de conceito irá abordar tanto a consciência ambiental como os danos cutâneos relacionados com o sol.

Foco na diversidade

As praias brasileiras mostram a diversidade da população do país: pessoas de todas as idades, gêneros, tamanhos e cores de pele encontram-se com seus amigos e familiares na praia.

O Censo de 2007 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) afirma que existem 144 tons de pele diferentes em toda a população brasileira. No entanto, muitas marcas de protetores solares estão por fora das necessidades e vontades dessas pessoas. Elas precisam entender que só falar sobre prevenção de câncer de pele talvez não funcione com algumas dessas consumidoras, pois elas não vão deixar de se bronzear.

Uma nova abordagem em marketing e produtos inovadores é necessária. Para colocar a proteção solar como um fator essencial na rotina de beleza diária, é necessário considerar os diferentes tons de pele e estilos de vida, assim como usar uma linguagem mais adequada para as diferentes culturas e costumes.

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