O mercado de fast-food cresce rapidamente no Brasil. Relatório exclusivo lançado pela Mintel revela que ele deva atingir faturamento de mais de R$ 50 bilhões em 2013, registrando aumento de 82% em valor, desde 2008.

O impacto da inflação dos alimentos e crescimento de 12% no número de lojas de fast-food, que registrava 360 mil pontos de venda em 2008 e agora deve saltar para estimados 406 mil até o final de 2013, têm contribuído para o crescimento desse mercado.

A pesquisa da Mintel revela que 73% dos consumidores brasileiros têm comido fast-food em um snack-bar nos últimos seis meses, enquanto que quase a metade, 48%, dos consumidores visitaram um restaurante de fast-food de uma cadeia internacional no mesmo período de tempo. Atualmente, cerca de um em cada 10 brasileiros, 9%, come em uma loja de fast-food pelo menos uma vez por dia.

“Os principais fatores que alavancam o crescimento do setor são os planos de expansão das grandes cadeias, que investem na região Sudeste e especialmente no Nordeste do País, levando produtos de maior valor agregado para as classes médias emergentes. No entanto, as empresas que pretendem investir nessas áreas do País precisam considerar os desafios em relação à distribuição e às preferências dos paladares regionais. Mas ao mesmo tempo que muitos consumidores melhoram o seu poder aquisitivo, ainda existe uma elevada percentagem de brasileiros dos grupos socioeconômicos D e E que evitam ir às lojas das cadeias de fast-food”, explica Jean Manuel Gonçalves, analista sênior do setor alimentício da Mintel.

As previsões futuras para o setor continuam positivas. A Mintel prevê um crescimento de 47% no número de lojas de fast-food no Brasil, estimando que haverá 480 mil estabelecimentos até 2018. O relatório também projeta que o mercado passará a valer R$ 75 bilhões em 2018, crescimento que é, em grande parte, devido aos planos das principais cadeias de restaurantes, que estão expandindo seus modelos de franquia e crescendo em direção às cidades menores.

O consumo de fast-food no Brasil é visto como uma ruptura com a norma, ou um deleite, para muitos consumidores. A maioria dos brasileiros consome fast-food durante seu tempo de lazer nos fins de semana (34%) ou durante o almoço em dias da semana (33%). E em geral, os brasileiros gostam da experiência de frequentar lugares onde comida rápida é servida, pois a pesquisa revela que 74% dos consumidores afirmam que os restaurantes das cadeias oferecem um bom ambiente. Por sua vez, 72% consideram o antendimento nesses restaurantes como bom.

“Essa alta satisfação mostra como essas cadeias se saem bem ao criar bons ambientes para o consumo no local. Os bares e quiosques independentes, embora representem a grande maioria dos estabelecimentos, não conseguem proporcionar o mesmo tipo de ambiente criado pelos restaurantes pertencentes às cadeias de fast-food. Porém, elas continuam a corresponder a somente uma pequena parte do total de lojas e sofrem competição constante dos estabelecimentos independentes”, comenta Jean Manuel .

Em relação ao futuro, a pesquisa Mintel mostra que atrair clientes dos grupos socioeconômicos mais baixos é um desafio para as cadeias de restaurantes de fast-food. O preço é uma questão chave, já que somente 23% dos consumidores afirmam que preferem comprar em um estabelecimento tipo fast-food porque é mais barato que um restaurante comum. Complementando, 72% dos consumidores que vão a um restaurante de comida rápida uma vez a cada três ou quatro meses afirmam que, se tivessem tempo, prefeririam cozinhar a comer em estabelecimentos de fast-food. Por sua vez, 25% dos consumidores das classes D e Es, que comem em fast-food uma vez a cada três ou quatro meses , afirmam que: ” às vezes eu compro uma refeição preparada para cozinhar em vez de ir a um restaurante fast food” . O mesmo dado se compara a 19% dos consumidores dos grupos C1 e C2 e 20% dos ABs.

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