Em tempos de crise econômica, uma nova pesquisa da Mintel revela que 73% dos brasileiros declaram ter consumido menos salgadinhos nos últimos 12 meses, considerando o período até novembro de 2015. Fatores como inflação e taxas de desemprego mais elevadas indicam que, com o objetivo de manter as pessoas consumindo alimentos dessa categoria, as marcas terão que desenvolver novas estratégias.

Embora salgadinhos sejam tipicamente vistos como um alimento indulgente, a pesquisa da Mintel mostra que quase metade dos brasileiros, 49%, afirma consumir algum tipo de salgadinho saudável, como snacks de baixas calorias, com mais proteínas e sem glúten. A pesquisa indica que 37% deles consumiram salgadinhos integrais, também vistos geralmente como mais saudáveis do que os salgadinhos comuns nos últimos 12 meses.

“A alta na inflação dos alimentos e bebidas no Brasil e o índice de desemprego crescente vêm influenciando as escolhas do consumidor local, e produtos considerados supérfluos, como os snacks, podem acabar sendo removidos da cesta de compra do brasileiro. Para evitar que isto aconteça, é importante para a indústria ressaltar o fato do snack salgado ser um alimento conveniente, além de oferecer maior variedade de opções consideradas saudáveis”, explica Naira Sato, especialista das categorias de Alimentação e Bebida, da Mintel.

A pesquisa Mintel revela que as oportunidades dentro deste mercado estão no desenvolvimento de salgadinhos saudáveis, desviando da imagem de não saudável pela qual a categoria é geralmente associada. Por exemplo, 82% dos brasileiros concordam que é melhor evitar comer salgadinhos todos os dias.

Entretanto, há variedades de salgadinhos que são vistas de forma diferente. Afastando da imagem de não saudáveis, 38% dos consumidores de salgadinhos concordam que “amendoins e castanhas são boas opções para comer e ganhar mais energia antes e/ou depois dos exercícios físicos” e um terço dos consumidores, 33%, admite que “amendoins e castanhas são salgadinhos com alta concentração de proteína”. Aliás, a pesquisa da Mintel indica que um em cada três consumidores de salgadinhos no Brasil, 29%, concorda que salgadinhos com mais fibra ajudam a matar a fome entre as refeições.

“Há uma crescente demanda por salgadinhos mais saudáveis ​​no Brasil. Quando analisamos outros países em busca de inspiração, as marcas devem considerar em oferecer opções saudáveis de snacks, como variantes com alta concentração de proteína. Além de ser positiva para aqueles que praticam esportes, produtos ricos em proteínas também podem oferecer benefícios de saciedade. Isso representa uma oportunidade para as marcas que podem promover salgadinhos com o teor mais alto de proteína como posicionamento”, continua Naira.

A pesquisa Mintel também indica que a diminuição do tamanho dos produtos para manter as vendas é uma estratégia que pode ser adotada no Brasil em muitas categorias de alimentos já que quase três em cada cinco dos consumidores, 58%, concordam que “é melhor comprar menos de sua marca favorita do que mudar para uma opção mais barata”.

“Os tamanhos menores podem ajudar a manter a fidelidade do consumidor como uma estratégia para quando a crise econômica terminar. Adicionando a isso, estratégias de preço fixo que sejam compatíveis com o desembolso diário do consumidor já são utilizadas por outras categorias, como refrigerantes e iogurtes, mas ainda pouco utilizadas em snacks salgados, indicando oportunidade para o mercado”, conclui Naira.

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