O mercado de águas envasadas apresenta-se em ampla ascensão no Brasil e o país já figura entre os 10 maiores mercados em volume no cenário global. Com previsão de venda de mais de quase 10 bilhões de litros em 2012 e crescimento médio de mais de 7% de nos últimos cinco anos (2007 a 2011), a categoria ganha força no território brasileiro. No entanto, apesar de representar um mercado de alto volume, o consumo per capita de água mineral envasada no país (pouco mais de 50 litros por ano) ainda está muito aquém de países com características semelhantes, como o México, que apresentou em 2012 mais de 285 litros consumidos por habitante, segundo dados da Mintel.


No que diz respeito à estrutura de canais, o varejo é o principal responsável por alavancar o resultado do setor. Nos últimos cinco anos, o canal apresentou um crescimento médio anual em volume quase três vezes maior do que a média anual da categoria como um todo. Em 2012, a previsão é de que a cada 10 litros de água envasada vendidos, mais de 7 litros eram provenientes do varejo.
 


Em linha com o crescimento em volume, o varejo também alavanca as receitas da categoria com previsão de mais de R$ 3,6 bilhões faturados em 2012. No entanto, o país apresenta-se como um dos menores gastos per capita de água mineral envasada no mundo (próximo a R$ 20,00 por ano) evidenciando o baixo valor agregado existente na categoria.

Podemos dividir a categoria de águas envasadas do Brasil em dois segmentos: águas sem gás e águas com gás. As águas sem gás representam o principal segmento da categoria no país, com mais de 80% do volume comercializado no varejo em 2012. Além disso, com o aumento do poder aquisitivo do brasileiro e uma maior necessidade por conveniência, as águas sem gás vêm aumentando sua importância no mercado, uma vez que representou o segmento com maior crescimento no varejo em 2011 (aproximadamente 9% versus 7% de águas com gás). Outro fator importante na categoria é a inexistência do segmento de águas saborizadas (comum em outros países) determinada, principalmente, por questões regulatórioas.
 

Da mesma forma que observado em volume, ambos os segmentos apresentam desempenho ascendente em valor. E o segmento de águas sem gás destaca-se como principal responsável por impulsionar as receitas da categoria.

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